Notícia

Hackathon UNITEL – Vaquinha SOS

A Vaquinha SOS, foi a potencial Startup com melhor desempenho na última edição do Hackathon UNITEL, cujo Demo Day aconteceu no dia 16 de Julho.

Trata-se de uma organização que tem como missão apoiar iniciativas de combate à pobreza, através de projectos sustentáveis, assim como por meio do fomento ao financiamento desses mesmos projectos. Sendo o objectivo contribuir para o desenvolvimento sustentável do País.

A Vaquinha SOS é constituída por Wilma Sousa e Dana Bosco, finalistas do curso de Gestão de Empresas no Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências-ISPTEC, Léa Komba do 4º ano de Informática e Nkrumah Alípio, ainda no ensino médio. Quatro jovens promissores que unidos mostraram empenho, raciocínio lógico, foco e um projecto estruturado.

Wilma Leandra Xavier de Sousa, 22 anos, natural de Luanda, é a pivot do grupo e conta-nos a sua história, experiência, expectativas e projectos para o futuro.

Decidi ser empreendedora aos 19 anos, durante a participação no Startup Weekend, evento de fomento ao empreendedorismo que reúne e desafia empreendedores e aspirantes a empreendedores a criarem uma startup em 54 horas”, disse.

Este foi para a Wilma o despertar de consciência, pois a partir daí começou a pensar em criar uma solução de apoio às pessoas mais pobres.

Doía-me ver pessoas a passar fome. Na altura pensei numa solução de microcréditos que se chamava Crescer. A ideia era gerar crescimento na vida das pessoas, mas essa solução não foi muito para frente pois não me identificava com a complexidade das actividades de micro-créditos, justificou.

A vocação para o empreendedorismo voltou a acentuar-se pouco tempo depois quando participou num concurso para criação de uma solução de negócio digital, promovido pelo Disruption Lab, Laboratório de Inovação e Tecnologia do Banco Millennium Atlântico.

Foi aí que surgiu a ideia do Crowdfunding SOS, e neste concurso ficamos em terceiro lugar, o que nos conferiu uma mentoria neste laboratório”, acrescentou.

Segundo a empreendedora, na altura era uma ideia muito limitada para projectos sociais de curto prazo (cestas básicas e ajudas pontuais às pessoas carentes). Mas a vontade de impactar e provocar mudanças que fossem sentidas por várias anos e gerações, fez com que o projecto crescesse no formato actual e surgisse a Vaquinha SOS, uma plataforma que concentra projectos sustentáveis para que os mesmos fiquem expostos e sejam apoiados financeiramente para a sua materialização.

Questionada sobre o seu maior desafio, a jovem empreendedora é optimista e defende que vai alcançar os seus sonhos com fé, foco e persistência.

Enquanto empreendedora, sinto-me desafiada a vencer as minhas crenças, a acreditar veementemente que aquilo que a minha cabeça desenha é possível materializar, pois existe em mim essa capacidade. Creio que este é o meu maior desafio, porque sei que demanda de mim muita consistência”, referiu.

Criar uma Startup é um desafio baseado na construção de uma empresa com um modelo de negócio receptível e escalável e ainda colocá-la em funcionamento, com custos baixos em comparação com os lucros.

Para Wilma, quando se fala de Startups, fala-se também de risco e defende que não há muitas garantias, olhando em particular para a realidade angolana.

São solicitadas muitas garantias para algo que é tão novo quanto incerto.  Quem tem dinheiro para financiar, exige segurança e dado o carácter imprevisível das Startups, numa primeira fase, segurança ou baixo risco é tudo aquilo que não conseguimos garantir ao investidor. Quanto as parcerias, penso que é bem mais fácil, pois me parece que as organizações sentem-se mais confortáveis em apoiar com itens que não sejam dinheiro, referiu.

Sobre a experiência no Hackathon da UNITEL, afirmou: “O programa agregou-nos muito valor no que toca a partilha de conhecimento prático e de fácil aplicação. As aulas foram muito valiosas, e o que eu mais gostava é que tinham sempre uma componente prática associada, portanto não era apenas teoria, era mentoria”.

Durante 2 meses, as equipas participaram num Bootcamp com 8 sessões de conteúdos, individuais e de suporte com o team de inovação da UNITEL e 5 workshops com conceituados dinamizadores.

Os participantes, adquiriram conhecimento sobre ferramentas de programação, inteligência emocional e produtividade, marketing digital, estratégia comercial e pitching.

Quanto ao negócio, “Conseguimos expandir a nossa consciência no que toca ao mercado real e com a partilha de experiência de players reais do mercado, foi ainda melhor, recebemos deles dicas de fácil aplicação”, respondeu.

Sobre o futuro, acredita que a sua equipa está no bom caminho e só pela dedicação e consistência que os caracteriza, antevê que se tornará na plataforma com melhores e maiores projectos sustentáveis em África.

No final, a jovem empreendedora deixou uma mensagem de incentivo aos principiantes no mundo do empreendedorismo: “Acreditem em vocês, não subestimem as vossas ideias, cerquem-se de pessoas que também acreditam em vocês, deletem totalmente pessoas negativas e que vos subestimem e estejam abertos para aprender com tudo e todos”.

Realizado desde 2019, o Hackathon UNITEL é um programa de ideação e transformação de ideias inovadoras em produtos ou serviços que podem ser lançados com uma quantidade mínima de esforço e desenvolvimento-Produtos Mínimos Viáveis e enquadra-se na estratégia de apoio da empresa ao empreendedorismo digital nacional.

A UNITEL é o Futuro!