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GO INVESTOR’S CLUBE INCENTIVA GRANDES EMPRESAS A INVESTIREM NAS STARTUPS

GO INVESTOR’S CLUBE INCENTIVA GRANDES EMPRESAS

A INVESTIREM NAS STARTUPS

 

A UNITEL promoveu no dia 2 de Dezembro, a segunda edição da conferência online Go Investor´s Club, dirigida a Empreendedores, potenciais investidores e startups angolanas.

O evento transmitido nas redes sociais da UNITEL e na plataforma disponibilizada na ocasião, juntou em 4 masterclass e 3 painéis, 12 oradores, experts nacionais e internacionais, que ajudaram entender a melhor forma de captação de investimentos em startups.

Falando de forma introdutória, Tiago Cardoso, Director Executivo da Nguzu Project, apelou às grandes empresas a investirem nas iniciativas como forma de contribuírem para a construção de um ecossistema e não de um ego-sistema.

Por seu turno, o Presidente da Comissão Executiva da BODIVA, Walter Pacheco, focou o seu discurso na atracção de investimentos, afirmando que é preciso haver alguma estratégia por parte das iniciativas, no sentido de convencer os investidores, mostrando as vantagens dos projectos de startups.

Segundo Walter Pacheco, o posicionamento estratégico e o planeamento financeiro, são ferramentas importantes para garantir fiabilidade na captação de investidores. “Um serviço só é válido ou aceite se ele vem para colmatar uma necessidade da sociedade”.

Antonella Costa, da Hemera Capital Partners, falou do processo de compras, citando os diferentes estágios do ciclo da vida das startups, tendo considerado que o insucesso das startups reside na falta de solidez dos projectos. “Os investidores questionam se vale a pena investir”

Já o Presidente da associação de Anjos em Portugal, Sérgio Póvoas, convidado a falar do “Business Angel” – indivíduos que investem as suas riquezas em negócios com elevado potencial de crescimento – disse que esses investidores procuram sempre um retorno 10 vezes mais do que o capital investido, no prazo de 5 anos.

“Em 10 projectos que o Business Angel entra, a probabilidade de perca é de 60 ou 70%, mas tem sempre o retorno dos investimentos num dos projectos restantes”.

O primeiro painel do evento juntou três promotores do ecossistema angolano, nomeadamente: Haymée Cogle, Co-fundadora e Directora do Founder Institute Luanda; Joel Epalanga, Director da KiandaHub e José Carlos, CEO da Acelera Angola, para abordar o tema: “Scouting em Angola”,

Moderado pelo técnico da UNITEL, Henrique Costa, os participantes apresentaram as suas empresas e mostraram-se disponíveis a apoiar as startups para o desenvolvimento dos seus negócios.

Segundo Haymée Cogle, a Founder Institute Luanda trabalha com empreendedores na criação e estruturação de projectos para desenvolvimento de negócios.

José Carlos da Acelera Angola, enfatizou que a sua empresa, é aceleradora de startups e trabalha em consultoria de inovação.

Os intervenientes foram unânimes em afirmar que o contributo que as startups podem dar aos vários sectores do País, são: E-commerce, Fintech, Agritech, Edutech e Health.

Para falar do tema “veículos de investimentos”, moderado pelo PCE da BODIVA, Walter Pacheco, foram convidados: Mário Amaral, CEO da Hemera Capital Partners; Rui Oliveira, PCA do BFA Activos e Kelson Cardoso, Administrador Executivo da BAIGEST.

Segundo estes, as empresas têm estado a acompanhar as actividades das startups, mas sem acções concretas de investimentos.

É preciso criar um fundo de capital de risco para apoiar vários projectos onde se situam as startups e o volume será entre 30 a 600 milhões de Kwanzas”, referiu Mário Amaral.

Em 2022 planeamos lançar o fundo de capital de risco e é interessante saber que os meus colegas também estão a pensar nisso. Isso significa que teremos mais ofertas para contribuir e alavancar este mercado, apontou Rui Oliveira.

O último painel juntou investidores “Anjos”, para analisar o seu papel no apoio e promoção das startups.

Moderado por Jesus Kiteque, Coordenador de Projectos de Empreendedorismo e Desenvolvimento de PME’s no PNUD, teve como oradores: Jofre Karymba, Director Geral da Kainvest e Eduardo Clemente, Business Angel.

Para Eduardo Clemente, uma das actuais dificuldades das startups é encontrar investidores com capital de risco pronto a apostar nelas, mesmo com risco de perder.  “Em cada 10 investimentos de riscos (nas startups) 6 falham, 3 ou 4 podem ter algum sucesso mediano e 1 ou 2 ter sucesso”.

Mais de 500 pessoas, participaram na actividade que terminou com as declarações do Director Geral Adjunto da UNITEL, João Quipipa, que na ocasião reiterou o apoio da empresa no investimento das startups e no empreendedorismo digital angolano.

 

“O sentido do alcance do próximo-mais-próximo, é acima de tudo uma manifestação de contínuo enraizamento da relação com Angola, agora expresso com a conferência Investor’s Club, que é o lançamento de sementes que esperamos ver brotar resultados positivos em negócios que fortaleçam a economia nacional e sejam potenciadores de maior conforto para os cidadãos”.

 

O Go Investor´s Club que ainda pode ser visto nas redes sociais corporativas da UNITEL, contou com a moderação geral do Coach Marco Victor.